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April 24, 2026
Aruanã lança primeira nota técnica e debate segurança alimentar e clima com parlamentares e sociedade civil em Belém

No dia 24 de abril de 2026, o Aruanã Instituto Pan-Amazônico realizou o lançamento oficial da sua primeira nota técnica e do dashboard interativo da linha de pesquisa Segurança alimentar e mudanças climáticas na Pan-Amazônia. O evento aconteceu no Auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará, em Belém, e reuniu pesquisadores, parlamentares, lideranças da sociedade civil e representantes de movimentos sociais.
A primeira parte do evento foi conduzida pela equipe do Aruanã. A diretora executiva Ananda Ridart e o diretor de pesquisa Israel Araújo apresentaram os fundamentos e os principais achados da pesquisa, acompanhados pelas pesquisadoras Rayssa Yuki Murakami e Ágata Poliany Abreu e pelo pesquisador Alan Brito, todos autores da nota técnica. A apresentação percorreu a metodologia desenvolvida pelo instituto — a Matriz de Análise de Políticas Públicas e o dashboard interativo — e os resultados da aplicação dessas ferramentas a sete documentos centrais do planejamento do Estado do Acre, avaliados nas dimensões de integração climática e equidade interseccional.

O principal achado da pesquisa sintetiza o problema que motivou o trabalho: nenhum dos documentos analisados alcançou integração plena entre agenda climática e política alimentar. Os três instrumentos diretamente voltados à segurança alimentar — o Programa Estadual de Aquisição de Alimentos, a Política Municipal de SAN de Rio Branco e o Programa Novos Horizontes — concentram scores climáticos nulos. O único programa do Plano Plurianual dedicado explicitamente ao clima e aos povos indígenas tem o menor orçamento do eixo: R$ 629 mil para quatro anos, contra R$ 204 milhões investidos no fortalecimento da produção familiar.
A segunda parte do evento abriu espaço para o debate com parlamentares e representantes da sociedade civil. Participaram da mesa a vereadora Marinor Brito (PSOL), a vereadora Vivi Reis (PSOL), a antropóloga e pesquisadora indigenista Ana Manoela Karipuna e Jere Santos, do Movimento pela Soberania Nacional na Mineração. O debate conectou os dados da pesquisa às experiências concretas de quem atua no campo da política pública e da defesa de direitos na Amazônia Legal, aprofundando a discussão sobre os caminhos possíveis para a construção de políticas alimentares climaticamente integradas e interseccionalmente justas.

O evento contou ainda com a presença das professoras e doutoras em Ciência Política Maria Dolores Lima e Eugênia Cabral, membros do Conselho Consultivo do Aruanã, e foi realizado em parceria com o Grupo de Pesquisa Políticas Públicas para o Meio Ambiente (POAM), vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da UFPA.
A nota técnica e o dashboard estão disponíveis gratuitamente em aqui.
Esta é a primeira publicação de uma linha de pesquisa que o Aruanã pretende expandir para os demais estados da Amazônia Legal nos próximos ciclos.
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